29/12/2014

Preciso que você me deixe

Você pode ler esse texto escutando Youth




Por favor, preciso que você me deixe.
Que saia da minha cabeça,
Das minhas lembranças,
Das canções que escuto,
E Dos lugares onde vou.
Minhas noites de sono só voltaram quando você se for.
Vá embora e me deixe voltar 
Para os meus amigos,
Para minhas atividades,
Para as minhas alegrias.
Enfim... para minha vida
Por favor, pare de me fazer chorar, pare de perturbar meu silêncio. Você não precisa voltar. Só precisa ir. Somente assim serei só eu de novo.

28/12/2014

Não é tão fácil quanto parece

Você pode ler esse texto escutando Lay me down



Como é possível esquecer, apagar, deletar, fingir que alguém nunca existiu na sua vida? Se, de fato, ela existiu. Se era com ela que você dividia seu dia. Compartilhava seus sonhos. Era ela que te completava.

Como é possível da noite para o dia não mais acreditar que ela nunca existiu? Imaginar que você nunca precisou dela? Se na sua vida está cheia de decisões que você analisou e tomou junto com ela.

Como é possível não sofrer hoje por não está partilhando das suas conquistas? Não está sabendo das coisas da sua vida? Se até ontem você me perguntava a minha opinião. Não decidia nada sem ver meu ponto de vista.


Posto fotos exalando alegria e sorrisos tentando me enganar que está tudo bem, mas a verdade é que a cada dia torna-se difícil colocar um sorriso e dizer que está tudo bem. Que você não faz mais falta. Se sim, você faz muita falta! 

É cada vez mais difícil não chorar dentro do ônibus. É cada vez mais difícil não ver a nossa história nas músicas e nos textos que leio. Você ainda está impregnado em mim. Por mais que eu tente te esquecer a coincidência, ou o acaso, ou o destino, ou as lembranças ou todos eles juntos, só me fazem lembrar você.

 E, você sabe como sou muito sensitivo, seja o clima, os cheiros, as situações, os locais, um traço seu parecido em outra pessoa, sempre me fazem lembrar dos nossos momentos, não sei se ainda posso chamar de nossos ou somente meus, mas tudo tem um pouquinho de você, tudo me faz lembrar você.

Por favor, preciso que alguém me ensine como esquecer, apagar, deletar ou pelo menos conseguir viver sem você, pois fingir que você não existiu não existem forças em mim para fazer isso com nós.

13/11/2014

4 por 1

Eram para ser 4, mas se tornou 1.
1 que massacrou 
Segundo após segundo,
Minuto após minuto,
Hora após hora, 
Dia após dia,
Semana após semana.
As noites longas e os dias tristes.
Ausência e carência companheiras fiéis do 1 que ficou
Que amou, 
Que cuidou,
Que regou,
Que chora,
Que sofre,
Que mente
Para 1, 
Para 2, 
Para 3,
Para 4,
Para 1 que ficou 

Sozinho, perdido e carente.

28/10/2014

Já sentir você se afastando
Já começar a ver meus dias sem você
Já enxergar o meu futuro sem você nele
Já não ouvi mais seu sotaque
Já não ter mais o "Mozi", "Mozinho", "Mo”,” Amor","Mozão"
Já não ter mais seus "Bom dias's"
Já começar a avista suas costas
Só demonstram que as minhas carícias não têm mais efeitos.
Que os meus mimos estão enfraquecidos.
E o meu amor impotente.
A verdade é que não quero te deixar... Não quero que você vá...



11/10/2014

Eu estou...



Estou procurando por quem  me apaixonei.  Esperando que chegue com toda a sua alegria, ousadia e amor.
Ainda espero seus mimos, suas palavras bobas, sua gargalhada, sua risadinha que faz com que eu me perca em uma mar de dúvidas, tentando descobrir o que ela quer dizer.
Estou esperando seu telefonema, estou esperando sua preocupação, estou esperando seu desejo de está comigo.
Estou aqui te esperando para sonhamos, viajamos,  planejamos, e voltamos a realidade juntos.
Estou com saudade da sua voz, da sua risada, da sua respiração, da sua atenção, da forma como me tratava.
Saudade dos seus ciúmes, das brincadeiras, da forma como me atentava, das brigas provocadas só pra ver minha reação ... das nossas reconciliações.
Estou vivendo como nada disso tivesse sido perdido. Acreditando que elas ainda existam, e que sou eu que não estou enxergando...
Enfim, eu só estou procurando você....

Imagem da internet

25/02/2014

A libertação de Bernardo

Bernardo entrou no seu quarto. Deitou na cama. Levantou-se. Passeou pelo quarto pensando no que faria. Não que fosse tímido, mas medroso. Tinha medo dos seus sentimentos, tinha medo de expô-los, de estar enganado, de fantasiar uma realidade que não existia, mas aqueles sentimentos bons já estavam o machucando, deixando-o louco, sonhando com um futuro que só existia na sua cabeça, ou melhor, no seu coração.
Andou mais um pouco em um vai e vem apressado pelo quarto. Até que nessas voltas parou e olhou para a escrivaninha de madeira que ficava na frente da janela que tinha a vista para o jardim. A escrivaninha não era nova, no entanto era conservada, com duas gavetas na lateral, um punhado de canetas dentro de um baldinho de alumínio azul, uma luminária branca e umas cinco a seis folhas brancas sobre a mesma. Bernardo fitou aquelas folhas, aquelas canetas por um tempo. Não possuía a coragem suficiente para dizer os sentimentos que movia a sua vida por aqueles meses, então decidiu que usaria da escrita para livra-se daquelas alegrias-dores e assim poder olhar para o futuro e para um novo que precisava chegar. 
Então puxou a cadeira. Pegou uma caneta azul. Encarou a folha limpa, branca e imaculada e não sabia por onde começar. Qual seria a melhor palavra para iniciar uma libertação? 
Posicionou a caneta, tinha tanta coisa para pôr naquele papel, porém se questionava onde se iniciará aquele amor. Decidiu colocar uma música para abri as portas do seu coração, ordenar seus sentimentos e expor a sua alma. Pegou seu celular e os fones de ouvido. Selecionou algumas músicas que tinham em seus arranjos muitos instrumentos de sopro, ele gostava do som que o vento fazia ao ser controlado nas saídas desses instrumentos e principalmente escolheu canções que conseguiam traduzir todas as alegrias-dores, criando uma playlist nomeada de liberdade. A primeira música foi a que marcou o iniciou de tudo aquilo que hoje ele vivia. Falava das batidas do coração, do observar o caminhar, dos sorrisos que roubam palavras, da presença marcante da pessoa que você gosta. Traduzia muito bem os primeiros sentimentos despertados dentro da alma de Bernardo. Pegou novamente a caneta, olhou para o jardim, naquele dia de outono, com muitas folhas ao chão, formando um belo tapete amarelo e laranja. Existia uma brisa suave que podia senti na pequena abertura de sua janela e contemplava a delicadeza com que ela retirava as folhas dos galhos da cerejeira. Refletia como era natural o recomeço na existência terrena. Como era normal cair, como era normal morrer para que uma nova vida surja e um novo tempo se inicie. 
Olhou o papel a sua frente e ao observar tudo aquilo ao som do controle do vento pelos instrumentos de sopro eis que dentro dele sentimentos de liberdade e recomeço começavam a acelerar seu coração no mesmo ritmo da canção que escutava. A alma agora já sabia o que dizer. A coragem que até então era ausente começa a impulsiona-lo a ter atitude e controle sobre o seu destino.  Trocou a caneta azul por uma caneta preta no modelo bico de pena, amassou a folha em suas mãos e a abriu novamente esticando-a sobre a escrivaninha, agora cheia de curvas, marcas e elevações. E sim. Agora Bernardo já sabia como começar, ou melhor ainda, já sabia como terminar.