26/07/2011

Decisão


Olhei para você
Olhei para mim
Olhei novamente para você
E pode ver em mim...

As palavras sem atitudes
A fraqueza do desejo
O medo de ser o menor,

Vi as minhas certezas e não as tuas.
Vi a imperfeição do meu amor.

E vi que uma radicalidade na minha vida precisa ser tomada.
Vi que um de nós. Precisa viver.
E nesta escolha pelas vidas
Eu me decido pela tua.

20/07/2011

Amigos

Através deste pequeno texto, neste local cibenetico! Quero agradecer a todos os meus amigos, a eles que sabem que o são. Dizer o meu obrigado pelo dom de suas vidas, pela sua dedicação em cativar-me. Agradecer por todos os conselhos, pelo carinho de cada um, por muitas vezes me entenderem e outras vezes, não. Obrigado por fazerem parte da minha vida e da minha história.

Feliz dia do amigo!

PS: Desculpa por não ligar, sou um pobre estágiario e não possuo esta graça de bônus e creditos. Logo foi por aki que encontrei como agradecer por sua amizade!

19/07/2011

Maskerad


Foi um sucesso! Diziam todos a ela.


Com um belo sorriso recebia todas as flores e presentes que eram lhe entregues juntamente com os elogios. Há tempos que não se apresentava tão bem em uma estréia, há tempos não era tão vista. Há tempos não tinha seu ego tão elevado. Saudou a todos até o seu último admirador e ao despedi-se desse. Fechou à porta de seu camarim só ai pode sentir o cansaço de todos os ensaios, das saudações, da apresentação. Na tentativa de alivia seu cansaço sentou-se em frente ao espelho.

Em um gesto automático pegou o removedor de maquiagem ao passo que se preparava para retirá-la, mas parou. Percebo o quanto aquela máscara era bonita, viu o quanto era chamativa. A escolha e as combinações das cores eram perfeitas para atrair qualquer olhar. Seduzida por aquela que era refletida, notou que não existia nem uma espaço que revelar-se a sua pele, pois estava totalmente escondida por de trás das cores, das tintas, dos desenhos. Analisando cada detalhe daquele rosto viu o quanto era difícil montar aquele ser. Percebo na dedicação que se fazia necessária para criação daquele rosto perfeito, aquelas curvas bem delineadas se confundiam com as suas. Muitos de seus admiradores não a reconheceriam na rua. E talvez ela no lugar deles não a reconhecesse também.

E foi nesse devaneio que olho para além daquela que era refletida, que era ela, mas ao tempo não era. Viu o quanto tinha mudado, notou o que tempo havia feito com ela, quantas decisões tiveram que ser tomada para chegar até... Lembrou-se de uma frase que havia escutado há poucos dias antes da apresentação - o quanto você mudou para chegar até aí - Na hora assustou-se com essas palavras, mas havia esquecido devido o ritmo do espetáculo, mas agora se lembrava claramente de cada palavra, da entonação utilizada, dos gestos que foram feitos para transmitir aquilo que tocava agora seu intimo. Desceu mais em seu interior e encontrou uma menina simples, caída, com um velho vestido que tinha pequenas flores vermelhas em fundo de tom creme que batia em seu joelho. O rosto da menina era doce, limpo e sem nenhum respigo de maquiagem, viu que a menina muita se parecia com ela, mas não possuía a certeza, porque já não se lembrava como ela era. Só via a mulher que se escondia por trás das escolhas, das falas, dos atos que já não mais correspondiam com sua origem. Olho para a menina e perguntou quem é você?
Maskerad! Gritou o vigia, despertando-a de sua descoberta e a apresando-a para arruma-se. Pois já era tarde e o todos já haviam ido e queria fechar o teatro. Ela disse que logo se apressaria e sairia. O vigia saiu. Ela retornou o pensamento à menina, mas prefiro deixá-la onde havia encontrado, sem ajuda e sem saída.

Porque ela gostava do que havia criado.


06/07/2011

Palavras sem sentido


Você andava ao meu lado. E eu não percebia que queria me proteger. Caminhava comigo querendo fazer parte da minha vida. Desejando dividir comigo todos os meus momentos. Ah, como eu era inocente e não percebia os seus sinais para me encantar, não digo conquistar, porque já havia me conquistado. Somente eu não percebia. Como eu gostava das suas palavras, das suas caricias, dos nomes com que me chamava.


Às vezes até pensava em nós dois, mas alguém como você se encantaria por alguém com eu? Na minha cabeça estava certo que não. Tinha medo de arriscar. De correr por algo que eu somente imaginava. Mas já era fato. Eu esperava por seus telefonemas, Pela sua voz a me chamar no portão da minha humilde residência. Aguardava ansioso pelo teu convite para me arrastar para os diversos lugares, onde eu pudesse encontrar felicidade só pelo motivo de está contigo.


Você já não sai mais dá minha cabeça, as canções só me lembravam você, teu cheiro estava em todos os lugares. Você dizia para os quatro cantos do mundo de nós dois, menos para a única pessoa que precisava ouvir.
E eu... Eu fui me perdendo na minha fragilidade e nas minhas ilusões, devido uma falta de iniciativa. As palavras vindas de todos os lados começaram me confundi e elas acabaram fazendo com que eu proferisse as minhas piores, porque não fomos corajosos o suficientes para dizer as nossas.


Depois dos meus piores vocábulos, percebi pela sua reação que não eram ilusões, coisas imaginativas, criações da minha fértil imaginação. Mas que era algo real, recíproco e verdadeiro. Só que tudo foi perdido naquele lugar escuro, velho e apertado que nos encontrávamos.

E hoje fico aqui imaginando como seria ter seus braços a envolver-me, partilhar contigo minhas alegrias e tristezas, como seria acordar ao seu lado e ter seu sorriso como meu primeiro presente do dia. E tantas outras situações que não sairão da minha mente e alcançaram o mundo real devido a minha capacidade de dá sentido as palavras que não possuem sentido.