16/03/2015

Então... um novo tempo

Brasília, 16 de março de 2015.

Você pode ler esse texto escutando Not in that way




Oi! Tudo bem? Quanto tempo, né?! Estranhando esse e-mail? Acredite, eu estou mais assustado do que você.
Primeiro, antes de quaisquer outras palavras que estão a latejar dentro da minha cabeça e antes que você se encha destas palavras e não chegue ao final deste e-mail. Um FELIZ ANIVERSÁRIO! (Com dois mês e cinco dias de atraso) Parabéns! Que os seus sonhos sejam realizados segundo seus esforços e segundo a vontade de Deus! Que a felicidade e o crescimento sejam abundantes em sua nova vida! Eu lembrei... e meu Deus como eu lembrei, no entanto eu .... Fui muito eu.
Segundo, o meu novo ano também começou e, quero crescer também. Quero consertar erros passados, superar meus limites, melhorar no que não sou bom, ser mais verdadeiro comigo e com os outros. E, você, é uma das pessoas que preciso consertar as coisas, ser mais verdadeiro, pois tenho a sensação que a nossa história não terminou com um ponto final, mas com uma reticência. Eu poderia citar milhares de textos que se encaixariam perfeitamente aqui e traduziriam o que quero falar e seriam bem melhores do que minhas humildes palavras, porém não seria eu ou o meu novo eu. Rs
Durante todo esse tempo que passou, eu tentei. Eu juro que eu tentei! Tentei te esquecer, tentei te guardar no meu passado, tentei não comparar ninguém com você, tentei não prestar atenção nos meus pensamentos, não visitar sua página nas redes sociais, tentei não lembrar de você e da sua respiração quando começava a chover. Eu tentei sair, eu tentei conhecer novas pessoas e até conheci, no entanto nenhuma que me encantasse como você me encantou. Só que tudo isso foram tentativas frustradas, as minhas mãos ainda suam, as minhas pernas ainda tremem, o calafrio ainda vem e meu coração ainda acelera ao ver uma notificação sua nas minhas timelines, ainda sinto tudo isso ao ver seu rosto no meu bate papo quando você está online. Não me peça para explicar e nem me pergunte o porquê, porque eu não sei. Só sei que acontece.


Ver sua viagem para Londres, bagunçou tudo que eu imaginei está arrumado. Entretanto, não estava. Nunca esteve. Ver você viajando para um local que cogitamos a possibilidade de irmos juntos só me fez enxergar e ser verdadeiro comigo mesmo. Que apesar de todo este tempo que passou, que apesar de tudo que vivi, que tentei, que inventei e que menti. Só fez eu enxergar que ainda eu te amo, que o sentimento de cinco meses atrás continua mais forte do que nunca. Que ele não deixou de existir, que ele não se ocultou e nem foi trocado. Ele permanece. O ciúme ainda é o mesmo ou talvez mais forte por não poder senti-lo. O desejo de cuidar continua, a vontade de viver com você permanece.
Sei que você deve estar se perguntando o porquê de eu estar dizendo tudo isso, o porquê de ser agora. Como foi dito acima eu precisava dizer isso para você, e principalmente precisava dizer isso para mim. Dizer que ... Sim, eu te amo. Nunca deixei de te amar. Que sim, você faz falta. Sim, eu fui orgulhoso. Sim, eu preciso nomear meus sentimentos. E sim, acabou.
Não estou pedindo para voltar com todas essas palavras, porque até mesmo não sei nem como está sua vida agora. Se tem outra pessoa, se está focado em outra área da sua vida no momento ou se o sentimento para comigo é indiferente. Mas eu precisava expor essas palavras. E estou aprendendo com uma autora que diz: “as pessoas certas ficam juntas”.
Peço desculpas por retirar um pouco do seu tempo. Por atrapalhar sua rotina. Minhas sinceras desculpas. Perdão por estas palavras. E pelo incômodo. Você pode ignorar este texto e acreditar que nunca o recebeu e segui sua vida, porque eu vou seguir a minha, agora de verdade. Porém, se quiser tenta de novo. Se quiser recomeçar. Estou aberto para o novo e para tentarmos novamente restaurar a nossa amizade.

Muito obrigado pela sua paciência e pelo carinho.
Uma feliz vida!
Xero!